quarta-feira, 24 de abril de 2013

Eis a questão: crescer ou não crescer?


Muito se tem falado sobre o crescimento da igreja nos últimos tempos. Um/a discípulo/a de Cristo certamente não concluirá que este assunto é desaprovado. No entanto, a questão pontual sobre este tema está relacionada à sua motivação.  

Crescer para alguns/algumas é encher os templos de pessoas valendo-se de quaisquer meios. Este crescimento numérico é pretendido a fim de que os cofres “eclesiásticos” se encham de dinheiro e seus/suas líderes desfrutem de uma vida abastada. Ou ainda para que uma determinada denominação religiosa cresça em status, visibilidade, dentre outras fugacidades. 

O crescimento da igreja, entretanto, deve ser o resultado da ação de irmãos/ãs que compartilham o amor de Deus com seus/suas semelhantes, que adentram os espaços públicos ou privados e atuam gratuitamente promovendo o amor, a misericórdia, a justiça, o perdão, a paz, a reconciliação etc. 

Infelizmente, o acesso à motivação pela qual se dá a busca pelo crescimento não é tão fácil. Não dá para saber com precisão os interesses institucionais e pessoais relativos ao crescimento. Porém, nós podemos verificar se o Evangelho tem sido anunciado e vivido com o intento de que vidas sejam salvas, libertas, resgatadas, reconciliadas, transformadas, humanizadas e pacificadas. 

Hoje em dia há discípulos/as e falsos/as discípulos/as de Jesus Cristo. Num determinado ambiente religioso você encontra cristãos/ãs e indivíduos ardilosos. Quem é quem neste espaço? Eis uma pergunta difícil de responder. Não obstante, ampliemos a nossa consciência no Evangelho para que tenhamos condições de abençoar pessoas e quem sabe ajudar canalhas a terem um encontro profundo e definitivo com Cristo. 

Graça, paz e bem!

domingo, 31 de março de 2013

Páscoa e Abraço


Na sexta-feira da Paixão a última expressão de Jesus Cristo a Deus é “entrego-lhe o meu espírito”, ou seja, estou pronto para abraçar-Te. No domingo de Páscoa as mulheres que vão ver Jesus se deparam com um anjo. Este lhes declara: “Ele não está aqui. Ele ressuscitou.” Em outras palavras, Aquele que recebeu o abraço do Pai agora está pronto para abraçar a humanidade e conduzir a quem o aceitar ao Reino Eterno. Aleluia! Estamos livres! Feliz Páscoa!

 
Graça, paz e bem!

segunda-feira, 18 de março de 2013

O encontro com Jesus: fervor e esfriamento


Aquele encontro inicial com Jesus Cristo que um/a homem/mulher vivencia é impactante. Este costuma ser acompanhado por uma grande alegria e uma vontade intensa de compartilhar a Boa Notícia com as pessoas que ele/a ama. É muito comum que vários/as amigos/a e familiares deste/a que se converteu ouçam dele/a primeiramente sobre a mensagem da salvação e, em sequencia, sejam conduzidos a Cristo, experimentem o amor de Deus e passem a integrar a comunidade cristã.

A evangelização acontece como resultado da efusão do Espírito Santo no coração do/a recém-convertido/a. É certo que este/a último/a comete alguns exageros neste período, porém ele/a age e anuncia o Evangelho com o prazer de quem foi encontrado/a pelo Senhor. Ele/a está convicto de que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho único, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. A partir desta convicção ele/a proclama as Boas Novas e o Senhor vai acrescentando o número de salvos/as. A igreja cresce.
 
Mas aí algumas perguntas se apresentam: Por que este fervor evangelístico se apaga na vida de vários/as irmãos/ãs depois de um tempo? Por que muitos/as que estão na igreja deixam de compartilhar o Evangelho com familiares e amigos/as com o mesmo entusiasmo, poder e autoridade de antes? Por que as justificativas para não evangelizar aumentam tanto? A única resposta para todas essas perguntas é a seguinte: Porque tais pessoas escolhem não agir mais como antes e não permitir com que vidas se entreguem a Cristo.

Graça, paz e bem!

terça-feira, 12 de março de 2013

Eis-nos aqui Senhor


Precisamos urgentemente parar de ficar buscando curiosamente sinais temporais ou celestiais e realizando especulações escatológicas. Está na hora de buscarmos nos parecer mais com Jesus Cristo vivendo e anunciando a Boa Notícia.
 
Retomemos o básico, isto é, façamos a nossa jornada espiritual com o foco na santificação possibilitada pela Graça. Deste modo, nossa relação vertical com Deus se desenvolverá de tal maneira que o relacionamento horizontal com as pessoas se apresentará abençoador, salvífico e libertador.
 
Se for assim, quando o fim chegar... chegou. Quando Ele voltar... voltou. Quando Ele nos chamar estaremos prontos(as) e lhe diremos: eis-nos aqui Senhor.

Graça, paz e bem!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Por que se indignar?


Nestes dias eu vi muitos(as) seguidores(as) de Cristo indignados(as) com alguns indivíduos que foram citados numa lista de “pastores evangélicos milionários” mais ricos do Brasil. Vários(as) irmãos(ãs), embora sabendo as respostas, se perguntaram: De onde vieram essas fortunas? Como? Por quê? Para quê?
 

Então... eu entendo que esta indignação não procede. Veja... o(a) cristão(ã) é aquele(a) que se esforça por confiar na ação de Deus em sua vida e assemelhar-se a Jesus Cristo, especificamente ao modo como o Senhor vivenciou sua espiritualidade concretizada em reflexões e ações. Agora responda a pergunta: Estes “milionários” se assemelham a Jesus? É evidente que eles estão buscando a santificação como resultado de um encontro com Cristo?
 

Se os “religiosos” mencionados não tem Jesus em sua identidade conclui-se que eles não são cristãos. Se estes cidadãos não se pautam pelo Evangelho, por mais que haja quem os denomine “cristãos”, “evangélicos” e “pastores”, eles não tem nenhum vínculo com Cristo. Em outros termos, o Evangelho Verdadeiro não foi atacado, a Igreja Verdadeira não sofreu prejuízo e o Reino Verdadeiro não foi aviltado. Não é preciso se indignar.
 

Oremos pela conversão dos indivíduos supraditos. Mostremos às sociedades, às Revistas, aos Sites de Notícias, aos editores e aos colunistas o Evangelho Transformador, Salvífico e Libertador. Por fim, a pequena reflexão do irmão e amigo Pr. Carlos Bregantim resume tudo: “Jesus de Nazaré é a referência àqueles que desejam exercer o cuidado pastoral sobre alguem. Os que imitam Jesus de Nazaré no exercício dos cuidados pastorais tem como tema único, o amor. Qualquer outro tema no exercício dos cuidados pastorais é periférico ou desnecessário. O serviço pastoral não é lugar de quem quer se dar bem, antes, é lugar de quem ama Jesus e por isto serve os que Ele ama.”
 

Graça, paz e bem!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A maluquice que me dá náusea



Há alguns anos no meio cristão evangélico as tensões entre protestantes e pentecostais tomavam grande espaço nas pautas eclesiais. De um lado estavam aqueles(as) que se afirmavam estudiosos das Escrituras, praticantes de uma liturgia solene, afeitos ao investimento educacional e sensíveis às causas sociais.  De outro o grupo daqueles(as) que se abriam aos dons espirituais, aos milagres e aos cultos mais descontraídos e fervorosos.
 

Não havia problema algum com as duas práticas, pois é correto estudar a Palavra, realizar um culto racional, abrir-se ao derramar do Espírito Santo e à manifestação dos dons, orar pela cura, promover a libertação de quem está oprimido(a) por demônios etc. A dificuldade se instala quando as ações e reflexões destas duas confrarias são cristalizadas servindo de fundamento para diversos tipos de violências exercidas reciprocamente.
 

Posteriormente surge um novo grupo que seleciona algumas coisas dos protestantes e dos pentecostais, porém inclui e enfatiza novidades importadas de outras religiões e filosofias religiosas. Estas últimas podem ser caracterizadas pela cura interior, prosperidade financeira, batalha espiritual, regressão ao ventre materno, entrevista a demônios e quebras de maldições. Tais práticas aumentam consideravelmente a audiência para estas religiões.
 

Formado este “neo-modelo-híbrido-evangélico-de-ser”, duas reações ocorrem. A primeira reação foi daqueles que outrora se estranhavam, isto é, protestantes e pentecostais. O “projeto” desses ex-briguentos e agora parceiros foi rechaçar as distorções promovidas pelos “neo-modelos-híbrido-evangélico-de-ser”. Como a repulsa não surte muito efeito, a segunda reação é um afastamento aproximado aos “neos”. Isso gerou uma espécie de “protestantes novos” e “pentecostais novos”.
 

Acontece que as mudanças no mundo cristão-evangélico não pararam. Se nos “neo-modelos-híbrido-evangélico-de-ser” mais e mais novidades são inseridas pela busca de novos adeptos e aumento da audiência, nos “novos-protestantismos-de-antes” e “novos-pentecostalismos-de-outrora” os mesmos anseios passam a orientar as agendas eclesiásticas. Percebe-se uma desconfiguração tamanha. Não é mais a boa teologia, a busca dos dons espirituais e a confiança num Deus extraordinário que se move no ordinário da vida que move os corações e mentes.
 

Nestes “novos-protestantismos-de-antes” e “novos-pentecostalismos-de-outrora”, o Evangelho, a santificação, o estudo sério e profundo das Escrituras, a transformação da mente, o fervor espiritual e os carismas do Espírito Santo não são tão importantes. A busca pela fórmula do sucesso, do “espetáculo cúltico”, do treinamento para dar resultado (de inspiração “herbalifeana”), das práticas que fazem aumentar a membresia e o controle maior da liderança sobre os/as liderados/as dão o tom.
 

Aumenta o cinismo, a falsidade, a descrença, o desamor e o ceticismo... Tudo isso com uma falsa roupagem de espiritualidade cristã. O Jesus das Escrituras foi trocado por um “Jesus boa pinta, megatrilionário, destruidor dos fracos, patrocinador dos fortes e poderosos”.
 

O que era sólido se desmancha no ar.
 
Falta estudo bíblico sério em muitas Escolas Dominicais. Falta discipulado sério em muitas igrejas. Enfim, falta um encontro com Deus diário, profundo, transformador, libertador e salvífico.
 

A fé de muitos/as tem se esfriado, mesmo em meio aos calores desse fogo estranho que queima nas velhas-novas-igrejas e nos “neo-modelos-híbrido-evangélico-de-ser”.
 

Ponto negativo para os “neo-modelos-híbrido-evangélico-de-ser”, para os "novos-protestantismos-de-antes” e os “novos-pentecostalismos-de-outrora”. Qual será o fim disso?
 

É tempo de reforma... ou de quebradeira mesmo.
 

Neste dia 12 de dezembro de 2012 bem que o mundo poderia chegar ao fim. Todo olho veria, toda língua confessaria que Jesus Cristo é o Senhor e Salvador. Bem... o que aconteceria com a corja daqueles que distorceram e distorcem o Evangelho não é da minha alçada.
 

Que Deus tenha misericórdia de nós. Quem está de pé cuide para não cair.
 

Graça, paz e bem!

sábado, 24 de novembro de 2012

Igreja de pedra, Igreja espiritual

 
 
Abaixo destaco um trecho da entrevista que o cantor e compositor Guilherme Arantes deu ao site netbabillons (www.netbabillons.com.br):
 
“Eu questiono muito essa coisa de igreja, padre e pastor. Isso foi uma indústria que se fez em cima de um homem, que morreu na cruz, que é meu grande Mestre. Eu adoro Jesus. A figura dele é uma coisa intocável. Não tem ninguém para falar nada de ruim dele, mas a indústria que se gerou em cima dele é uma coisa horrorosa. Quando ele voltar a primeira coisa que irá fazer será excomungar tudo isso, todas essas igrejas. Ele não construiu uma igreja de pedra, ele construiu uma igreja do mundo espiritual, um outro mundo, não uma indústria, um lugar.”
 
Nós que somos discípulos/as de Cristo precisamos, ao menos, pensar a respeito do ponto de vista expresso por Arantes. Qual será a igreja que estamos construindo? Qual é o tipo de vida cristã que anunciamos? Qual é a espiritualidade que vivenciamos?
 
Que estas palavras provocativas nos incomodem.
 
Graça, paz e bem!