quinta-feira, 16 de junho de 2016

O Evangelho não visa uma ditadura

A Igreja não foi chamada para tomar os espaços da política a fim de aumentar o seu poder de impor a sua maneira de ser e pensar a todas as mulheres e homens do país. O Evangelho não visa uma ditadura. A imposição de princípios e valores cristãos a pessoas que tem outra visão do mundo não é uma postura compatível com o seguimento de Jesus. O Evangelho é Boa Notícia, salvação, libertação e vida plena para todas e todos. Quem crer, entender e sensibilizar-se com esta verdade viverá nesta dimensão. Aquelas e aqueles que andam com Jesus Cristo devem, tão somente, cooperar com a Missão de Deus.


Graça, paz e bem!

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Sobre o uso do nome de Deus em vão e a falta de reverência nas reuniões eclesiais

No contexto da Igreja é muito comum a pratica de reunir-se de tempos em tempos para tomar decisões. Neste tipo de encontro sinaliza-se a opção por uma vivência democrática. Todas as pessoas podem apresentar seus pontos de vista, argumentar, questionar, sugerir e propor. E isso só pode ser feito a fim de honrar a Deus, indicar o compromisso com o Reino e beneficiar toda a coletividade em meio à diversidade e pluralidade existente. Por conseguinte, em todo o processo de cada conclave, composto pelas etapas da preparação, execução e conclusão, pede-se a direção do Pai Celeste e clama-se a Ele força e inspiração para não tirar o Evangelho do foco em nenhum momento. A comunidade cristã procede deste modo como reverência Àquele que é o Supremo Amor e o único Salvador e Senhor. Além disso, age-se deste modo com o intuito de não banalizar o nome de Deus.

A Igreja ao tomar os cuidados acima descritos demonstra que ela é formada por pessoas que resolveram render-se ao senhorio de Jesus Cristo e com Ele caminharem. Cristo é Santo, Justiça, Misericórdia, dentre outras coisas. Já os homens e as mulheres, quando permitem a influência do Espírito Santo, às vezes são santas, justas e misericordiosas. E quando se desconectam do Deus da Vida, em nome dos seus próprios interesses e das suas idolatrias, permitem com que a corrupção, a manipulação, o descontrole, o abuso, a exploração, a enganação, os conchavos, as articulações, as traições e toda a sorte de maldades orientem suas reflexões e ações. Logo, por ocasião do ocorrido nas reuniões, tamanha irresponsabilidade culmina com uma falsa postura cristã de ludibriar as pessoas com baixo senso crítico dizendo-lhes que tudo está sendo feito para a glória do Senhor e sob a condução do Santo Espírito. Como agravante, as expressões hipócritas “Deus quis”, “Deus permitiu” e “Deus fez a sua vontade” passam a ser adotadas com o intento de maquiar uma realidade sombria, suja e separada dos propósitos celestiais. Consequentemente, prevalecem o desrespeito ao nome do Senhor e a irreverência.

Uma vez que as pessoas decidiram viver para Cristo, é preciso proceder intencionalmente buscando honrá-lo e confiar que o Espírito Santo as auxiliará para que este objetivo se concretize. Se acaso alguém quiser fazer diferente, seja honesta para com Deus e com os demais integrantes da Igreja usando as seguintes frases como exemplo: “Eu decidi”, “Eu me reuni com pessoas que partilham dos meus interesses egoístas para agirmos de tal forma”, “Eu traí como parte da minha estratégia”, “Eu não consultei a Deus”, “Eu não me sujeitei ao Evangelho”, “Eu manipulei”, “Eu fiz conchavos”, “Eu estou colocando os resultados na conta de Deus para sensibilizar vocês”. Não obstante, é oportuno lembrar que Jesus Cristo é a cabeça da Igreja. A Igreja composta por seres humanos, sabedora das suas fraquezas e limitações, procura manter-se firmada na Rocha, isto é, no Evangelho. Este último, quanto mais compreendido e experimentado pelos discípulos e discípulas, passa a ser concretizado no cotidiano para o bem do indivíduo, da comunidade cristã e da sociedade. Por fim, que todas as reuniões e demais ações da Igreja tragam consigo a beleza e a transformação do Evangelho.


Graça, paz e bem!

terça-feira, 19 de abril de 2016

Um único Evangelho

O Evangelho está cada vez mais ausente de comunidades que se afirmam cristãs. Analise este vídeo.





Graça, paz e bem!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Páscoa: caminhando, mancando e passando


Para compreender melhor a festividade pascal é importante revisar o que está escrito em Lucas 22.14-16: “Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus.”

 

A expressão Páscoa significa literalmente “mancar” e “passagem”. Por mais estranho que pareça, há uma lição muito interessante oferecida por este termo. Na leitura do livro de Êxodo constata-se que o povo da Bíblia cativo no Egito estava enfraquecido, cansado, limitado e oprimido. Em outras palavras, vivia “mancando”. Apesar disso, Deus entra na história e liberta da escravidão este grupo de pessoas. Elas experimentam a passagem de uma situação difícil para outra realidade. Enquanto mancavam o Senhor esteve ao lado deles/as e apesar de ”mancarem” Deus lhes concedeu a libertação. Daí vem a origem da Páscoa Judaica.

 

Muito tempo depois, Jesus Cristo, por ocasião da Páscoa Judaica que seria celebrada na cidade de Jerusalém, reúne os(as) seus(suas) discípulos(as) para festejar este momento e se despedir deles(as). Ali Jesus reafirma que, antes daquele encontro, ele também passou por momentos ruins e, em breve, sofreria ainda mais. No entanto, Deus esteve com ele apesar de “mancar” e lhe ajudaria a “passar” pelo momento mais duro de sua vida, isto é, enfrentar a morte na cruz para depois ressurgir. Esta “passagem” de Cristo permitiria com que toda a humanidade pudesse superar suas debilidades Nele e adentrar ao Reino dos Céus. Desta data em diante, constituiu-se a Páscoa Cristã.

 

Enfim, quando você estiver festejando a Páscoa não se esqueça de agradecer a Deus por ter o privilégio de caminhar, de ser amparado(a) quando “manca” e de contemplar a passagem que Jesus Cristo lhe concede daqui até a eternidade. Que você não tenha apenas uma Feliz Páscoa, mas que a felicidade proporcionada pela Páscoa de Jesus Cristo faça com que os seus dias sejam felizes para sempre.

 

Graça, paz e bem!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Igreja é Igreja. Negócios são Negócios.


Quando nós fazemos parte de um grupo, como é o caso da Igreja de Cristo, é muito comum que apareçam pessoas “interesseiras” vislumbrando a possibilidade de obter algum tipo de benesse das relações interpessoais. Por exemplo, há quem ofereça plano de saúde coletivo, planos de telefonia e internet, serviço de limpeza, descontos em salão de beleza, previdência privada, administração de recursos institucionais, compra de lotes e residências, cargos políticos etc. Estas ofertas não são ingênuas, isto é, visando favorecer o “povo de Deus”, proclamar o Evangelho, cooperar com o Reino e abençoar a sociedade. Quem oferece sempre terá um lucro pessoal. Nestas situações os principais alvos dos assédios mercantilistas são as lideranças da Igreja. Corrompendo-as com dinheiro e poder tornar-se mais fácil ao(à) vendedor(a) atingir a coletividade e seus interesses nada cristãos. Quem faz isso não é cooperador(a) com Cristo, não é parceiro(a) do Reino, não é parte da Comunidade de Jesus. Enfim, é outra coisa. É gente perigosa que só tem a intenção de enganar, manipular, roubar, destruir, explorar e matar em nome do “Senhor”. Fazem isso sorrindo, abraçando e, até mesmo, falando em línguas estranhas. Portanto, fique alerta com este pessoal. Verifique sempre se tudo o que é feito e dito está em acordo com a práxis de Jesus Cristo. Atenção: há canalhas em todos os lugares! Se você está em pé cuidado para que não caia. Igreja é Igreja. Negócios são Negócios.
 

Graça, paz e bem!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Desejos neste primeiro dia de 2016

Que o mês de janeiro seja para a nossa família um tempo de renovação, descanso, avaliação e fortalecimento dos nossos laços. Talvez pareça egoísta, mas isso me parece ser o mais importante neste momento.

Graça, paz e bem!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Eu, Suely, Letícia e o Natal

Eu e a Suely gostamos do Natal. Quando nossa filha Letícia nasceu passamos a gostar mais ainda. Os presépios, os relatos do nascimento de Jesus, as luzes, os enfeites, os bonecos de neve, o papai Noel, a árvore e os cânticos natalinos ganharam novo sentido e passaram a alegrar nossa casa durante quase três meses. Espero que o Natal nunca deixe de ser uma prioridade em nossa família. Minha oração é para que o Natal nos una, anime a caminhar e nos incite a influenciar pessoas com a Boa Notícia do Senhor e Salvador Jesus Cristo.


Graça, paz e bem!