quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Laboratórios da Unidade Cristã

A realidade eclesial anda mesmo muito complicada. Em meio a tanta complicação cabe-nos retomar o debate sobre o tema da Unidade Cristã, também como ações concretas em prol desta Unidade. Parece que o Evangelho (o próprio Jesus Cristo) não é mais conhecido e nem praticado como outrora. Penso, deste modo, que é preciso resgatar a experiência com o Evangelho que nos põe em contato com a Verdade libertando-nos, transformando-nos, renovando-nos e salvando-nos. Dar um passo em direção ao Evangelho é essencial.

Feito isso, somos chamados/as a buscar a Unidade entre cristãos/ãs. Esta deve iniciar na família e na igreja local. Estes espaços são laboratórios importantes, pois nestes ambientes existe, ou deveria haver, uma maior intimidade cristã. Nestes os seus integrantes estão mais vulneráveis. Muitas máscaras são deixadas de lado. Nós nos mostramos melhor. Não existem chefes que coíbem as nossas reações pelo fato de terem o domínio sobre nosso salário. Uma vez que a família e a igreja local propiciam uma maior proximidade e um desnudar-se de boa parte do aparato teatral utilizado em outros espaços interpessoais então podemos começar uma vida de Unidade Cristã.

Quem assume que a Unidade Cristã é parte intrínseca da vida dos/as discípulos/as de Cristo precisa se conscientizar que está se prontificando ao exercício de algumas práticas. Vejamos: 1) Dialogar. 2) Trocar experiências. 3) Visualizar os próprios defeitos e qualidades. 4) Ajudar o/a outro/a a se desenvolver como pessoa e discípulo/a de Cristo. 5) Cultuarmos juntos/as superando fórmulas litúrgicas “endeusadas”, farisaicas, legalistas e excludentes. 6) “Desidolatrar” pontos de vista em nome do Evangelho. 7) Não menosprezar a maldade humana. 8) Deixar-se moldar por aquilo que não se abre mão no Evangelho. 9) Desembaraçar-se de “verdadezinhas desumanas”, politicagens, lutas por poder e status, jogos e manipulações. 10) Santificar-se.

A Unidade Cristã deve estar na pauta das programações familiares, dos estudos bíblicos, dos cultos, das reflexões, das orações, dos encontros de pequenos grupos, das festividades das igrejas, das brincadeiras e, até mesmo, de momentos “ociosos”.

Famílias Cristãs e Comunidades Cristãs: uni-vos!

Graça, paz e bem!

Um comentário:

Mayalu Felix disse...

Muuuuito pertinente esse seu texto. Muito bom. Refleti sobre isso, exatamente, na noite do dia 31/12 e na madrugada do dia 1º/01, tanto no culto das 22h quanto observando os jovens que organizavam a ceia no salão da Igreja em que passamos, eu e Hélio, a virada do ano novo.

Um abraço, desejo a você, sua família e seus amigos um ano de paz.

Maya

:)