sexta-feira, 13 de maio de 2011

Nada te turbe, nada te espante

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim." [João 14.27]

Você já deve ter visto um turbante. Se ainda não, pense numa cobertura de cabeça feita com um longo pedaço de pano enrolado ao redor do crânio. Quando o turbante é bem colocado nem mesmo movimentos bruscos conseguem arrancá-lo. Ele fica ali parado como se fosse parte da cabeça. Todos o notam.

Quando você procura saber qual a ideia que Jesus queria transmitir com o verbo turbar (tarasso), a imagem do turbante ajuda na compreensão. Turbar é deixar-se ser envolvido por algo exterior. Mas o detalhe é que aquilo que toca o ser humano provindo do exterior se instala no interior causando agitação, distúrbios, tumultos e confusões.

No capítulo 14 de João está evidente que a causa das turbulências no coração dos discípulos é a traição de Judas, a partida de Jesus e a negação de Pedro. Todas aquelas ocorrências se realizando quase ao mesmo tempo tira os seguidores de Cristo do eixo e causa neles um mal-estar terrível. Porque turbar não significa apenas que o turbante lhe apertou a cabeça por alguns segundos e em seqüência encaixou-se adequadamente. Turbar é abalar de fato, é ficar sem rumo, afundar na dor experimentada e perder quase toda a esperança.

Quando Jesus conversa com os seus companheiros de caminhada o seu intento é mostrar-lhes que é necessário permitirem-se envolver pelo turbante da fé em Deus e em Cristo. Os corações dos discípulos estavam turbados pelas dores da vida, pela insegurança, pela falta de perspectiva, pelo medo de que o sonho concretizado se esvaia.

A solução para que os seguidores de Cristo deixem de ser corroídos pelas suas dores é olharem para Deus. Amparados pelo Senhor eles permanecerão firmes apesar dos abalos. Era momento deles saberem que as amarguras, as derrotas e os desencontros são próprios desta vida.

Os problemas financeiros, as doenças, os temores e as ausências vêm e muitas vezes estas dificuldades são vencidas rapidamente pela manifestação do poder de Deus. Mas há vezes que os fatos externos vêm e causam desconforto pelo longo tempo que demandam para serem resolvidos. E nestas ocasiões não dá para se abalar. É urgente encarar os dilemas.

As aflições são próprias deste mundo, no entanto os seus olhos precisam fixar-se no céu, enchendo-lhe de esperança para suportar o dia mal com o pé na terra e seguro por Deus. Crer na Trindade implica em não tirá-la do foco, não se deixar consumir pelos percalços e pecados contra o Senhor e o seu próximo. É preciso lançar-se nas mãos do Pai Celeste a fim de que Ele o sustente.

Jesus Cristo é a segurança do discípulo. Vale à pena envolver-se pelo turbante da fé no Senhor. Algumas derrotas serão inevitáveis na caminhada, mas as vitórias serão muitas. E a maior delas é encontrar-se com o Autor e Consumador da sua fé na Glória Celestial, no Céu, no Reino de Deus.

Graça, paz e bem!

Um comentário:

Rodrigo Felipe disse...

Espetacular!
Abraço